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Vitacon na disputa com o QuintoAndar, que entra na mira dos portais

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Não é só a macroeconomia que provoca incertezas no mercado imobiliário. O setor entrou na mira dos investidores, que estão embalando projetos ousados como o Housi, aposta da Vitacon em parceria com outros incorporadores. A Vitacon fornece o “hardware” que caracteriza os projetos da marca em São Paulo (SP). Entenda-se: todo o arranjo de conceito, gestão de condomínio, parcerias tecnológicas e, o mais importante, gestão da locação.

A Vitacon lançou o desafio de fechar negócio com os inquilinos em apenas um minuto, enquanto outras empresas (leia-se QuintoAndar) prometem assinatura de contrato em uma hora e meia. O anúncio foi feito pelo CEO da Vitacon, Alexandre Lafer, durante o Construtech Conference, realizado na última sexta-feira, 29.

Gabriel Braga, CEO do QuintoAndar, havia falado à mesma plateia horas antes, mencionando o prazo de uma hora e meia. É uma batalha de titãs que promete mover placas tectônicas. Dinheiro não faltará à Vitacon, que anunciou aporte de um fundo americano para lançar R$ 2 bilhões nos próximos meses.

O projeto de parceria do QuintoAndar com imobiliárias locais, colocando-se mais como um marketplace, também foi tema da apresentação de Braga. A ideia desperta desconfiança dos portais imobiliários, que têm no QuintoAndar um grande anunciante, mas o enxergam cada dia mais como um concorrente.

A tônica de que parceiros podem virar concorrentes, aliás, marcou o evento, que trouxe projetos de Google, Amazon e Alibaba para o mercado imobiliário. Sim, o chão parece estar se mexendo. Se você acha que conhece o seu futuro concorrente, é melhor repensar.

Outra novidade do Quinto Andar apresentada no Construtech foi a disposição de criar uma categoria de imóveis reformados ou construídos com base na inteligência de dados da startup, tornando-se também um marketplace de serviços que melhorem o nível de qualidade dos imóveis.

Como players locais podem resistir neste cenário? A imobiliária Brognoli, de Florianópolis (SC) apresentou o case de uma rede de startups parceiras que a auxiliam a estruturar projetos baseados em inteligência artificial e aprendizado de máquinas.

Do Nordeste, mais precisamente de Recife (PE), veio o exemplo da Haut, que se propõe a transformar a cidade através dos seus edifícios, autênticas obras de arte que vão muito além do design. Com o apoio de uma startup local, a incorporadora desenvolve o projeto Mob, que almeja criar prédios com contêineres que possam ser movidos para outros locais, conforme a vontade do dono. Provas de que é possível inovar sem o capital de investidores.

LOCAÇÃO

É possível proibir o aluguel de imóveis pelo Airbnb? A Lei 8.245/1991 permite o aluguel por temporada, definido como um direito do proprietário e, por isso, o condomínio não pode proibir. No entanto, pesquisa feita pela Aabic em São Paulo mostra que 47% dos prédios da capital já discutiu o tema em assembleias de condomínio e 64% destes optaram por proibir ou colocar regras rígidas sobre o aluguel de imóveis de curta duração.

No Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça proibiu a locação de um apartamento em Ipanema num período menor que 30 dias e para mais de seis pessoas por vez. O descumprimento da decisão pode gerar multa diária de R$ 2 mil. A ação cabe recurso, mas por ora impede que o proprietário alugue pelo Airbnb.

Airbnb que, em janeiro, teve sua melhor receita desde 2016 em Curitiba. O site movimentou na capital R$ 2,6 milhões no primeiro mês do ano, sendo 88,5% da receita para quem alugou o espaço inteiro. Dos 2.218 imóveis ativos na cidade, 44% têm um quarto; 20% têm dois quartos e 19% são studios.

O número de coworkings no Brasil cresceu 48% em 2018, passando de 810 para 1.194 unidades. Dados da Coworking Brasil também mostram que os escritórios compartilhados movimentaram R$ 127 milhões no último ano, um aumento de 57% comparado a 2017. Não à toa, a comercialização de salas comerciais tornou-se um desafio em todo o país. 

VENDAS

Uma taxa de corretagem fixa para aluguel e venda de imóveis. É o que propõe a Livima, startup carioca que pretende expandir para São Paulo.

A Abecip anunciou que o preço de imóveis residenciais aumentou 0,04% em fevereiro. E apontou uma “frustração em relação ao ritmo da retomada do nível de atividade econômica neste início de ano”.

O Secovi-SP também traz números desalentadores. A quantidade de unidades comercializadas na capital do estado caiu 4,1% comparado ao ano passado. E foram 61,8% a menos o número de lançamentos.

Consumidores têm recorrido a novas formas de pagar pela casa própria. Segundo a Abac, um em cada quatro imóveis vendidos no Brasil foi através de financiamentos com a participação de consórcios imobiliários. Também há quem opte por vender o carro, como parte do valor para a compra da casa.

TECNOLOGIA

Menos de 40m². Às vezes, bem menos. Essa é a medida de uma microcasa, moda entre millennials. Este tipo de construção tem suas peculiaridades, como terem que se adaptar a regras específicas de planejamento urbano. 

Uma casa de 95 anos com mais tecnologia que a sede do Google. Localizada em Massachusetts, esta senhora casa faz parte de uma pesquisa de um professor de Harvard, que propõe uma arquitetura econômica e autossustentável. O imóvel tem mais de 285 sensores, resultando em zero emissão de carbono e quase zero de eletricidade para aquecimento e resfriamento – reduzindo em até 90% o consumo energético.

MUNDO

A venda de imóveis usados nos Estados Unidos caiu 8,5% em janeiro, comparada ao ano anterior. É o menor nível dos últimos três anos. Enquanto isso, os preços médios aumentaram 2,8% em relação a 2018. Na Califórnia, a situação foi ainda mais grave, alcançando seu nível mais baixo desde abril de 2008. Para reverter a situação, a Federal Reserve pausou a alta de juros. Já em fevereiro, as vendas subiram para seu maior nível em quase um ano.

O número de imobiliárias em Portugal dobrou desde de 2011, ano em que o país e o mercado imobiliário começaram a entrar em crise. Este é um bom termômetro da recuperação da economia. A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, porém, faz ressalva: “Não há espaço para seis milhões de portugueses serem mediadores”.

O Vietnã tem uma das economias que mais crescem no mundo. E seu mercado imobiliário acompanha o ritmo. A Novaland Group tem um empreendimento luxuoso em construção no país. Apartamentos, hotel, restaurantes e alguns dos imóveis mais caros do Vietnã estarão localizados em Ho Chi Minh. O valor parte de 6 mil dólares o metro quadrado, o dobro de outros imóveis de luxo na cidade, embora seja uma pequena fração se comparada à média em Cingapura, Tóquio ou Hong Kong.

Já o mercado de luxo que mais cresce está nas Filipinas. A demanda é grande e as construtoras estão correndo para acompanhá-la. O segmento de luxo cresceu 11,1% na capital, Manila. A cidade ficou à frente de Edimburgo, Berlim, Munique e Buenos Aires, tradicionais redutos deste mercado.

CONSTRUÇÃO CIVIL

As ações da Cyrela caíram mais de 4%, depois de um final de ano com lucro líquido de R$ 116 milhões. O cenário da bolsa é negativo para todo o mercado. Para lidar com a situação, a empresa anunciou que manterá o foco na venda de estoques prontos, principalmente no Rio de Janeiro. Pouco mais de um terço deste estoque está no estado. Analistas do mercado vêm com cautela a retomada das construtoras. 

CIDADES

Como uma cidade se constrói? Como seu urbanismo, sua identidade arquitetônica se desenvolvem? Esta é a discussão que a série “A Cidade no Brasil” traz por meio de imagens, entrevistas e informações desde o período colonial, passando pela criação das favelas até a atualidade. A série é transmitida no SescTV, com acesso gratuito neste site.

Uma casa fechada, esperando para ser alugada ou vendida, pode ser o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti. Imobiliárias de Araçatuba, em parceria com a prefeitura, assumiram a responsabilidade de treinar seus corretores para identificar e destruir criadouros dos mosquitos.

Quem são os brasileiros sem moradia adequada? A partir desta pergunta, reportagem da Ponte Jornalismo mostra brasileiros que vivem sem banheiro, saneamento básico e até mesmo teto ou uma cama para dormir.

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