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Minha Casa Minha Vida poderá ter aluguel social para famílias mais pobres

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500 mil novas casas populares no Brasil em 2020. Essa é a meta anunciada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como parte dos planos do governo. Atualmente, são construídas, em média, 400 mil residências pelo Minha Casa Minha Vida por ano. Durante o 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção Civil (Enic), o ministro disse que o governo está “direcionando, tanto para o programa MCMV, quanto para as obras de infraestrutura, os poucos recursos que nós temos para que o setor da construção civil continue gerando milhares de empregos”.

Há algumas semanas, o presidente da Caixa declarou que “todo o financiamento para baixa renda, na questão de habitação, continua. O programa Minha Casa Minha Vida pode ter algum ajuste, mas são ajustes pequenos”. A declaração foi feita durante uma live com o presidente Jair Bolsonaro.

Já no final da semana passada, uma nova proposta foi anunciada pelo Ministro do Desenvolvimento Regional: famílias da faixa 1, mais pobres, seriam atendidas com um programa de aluguel social, não mais com a posse do imóvel. Outra proposta anunciada é de que terrenos e imóveis públicos, pertencentes aos municípios, estados e à União, possam ser doados às incorporadoras, que devem se comprometer com a construção de empreendimentos para a primeira faixa do programa.

A nova visão para o programa contempla que pessoas de baixa renda possam morar no centro das cidades, em áreas com melhor infraestrutura. Além disso, os novos condomínios teriam outros serviços, como unidades comerciais. O governo pretende lançar em julho o modelo do novo programa e fazer testes já no segundo semestre de 2019.

Apesar das novidades, alguns empresários seguem insatisfeitos. Eles criticam, principalmente, a forma como o programa foi anunciado, já que nenhuma construtora ou associação foi chamada para discutir as mudanças. “Como querem fazer um programa de habitação sem chamar as associações de classe e as construtoras que vão cuidar das obras? A coisa começou torta”, disse Rubens Menin, presidente do Conselho de Administração da MRV, em entrevista ao jornal Correio do Povo.

A situação parece mesmo confusa. Após a reclamação dos empresários, o presidente da CAIXA negou que o MCMV possa acabar, mas defendeu melhorias e afirmou que nenhuma mudança será realizada sem antes ouvir o setor da construção civil. “Não tem nenhuma chance de esse programa ser interrompido. Nada será feito no Minha Casa Minha Vida sem que vocês sejam ouvidos”, disse Guimarães.

O governo continua procurando alternativas para economizar nos gastos e aumentar a arrecadação. A Receita Federal estuda um projeto de reavaliação do valor venal dos imóveis, reduzindo o lucro imobiliário quando o imóvel é vendido e aumentando a rentabilidade em impostos. Mediante o pagamento de uma taxa de 10%, os contribuintes poderiam atualizar o valor de venda a preços do mercado, anualmente, gerando uma nova fonte de receitas para o Governo. Um projeto de lei com esta proposta já havia sido apresentado ao Congresso em 2017, mas acabou arquivado.

TRENDS

A desintermediação imobiliária em pauta. Na semana que passou, a Veja publicou a reportagem “O robô corretor”, que traz um panorama sobre a desintermediação no mercado imobiliário, a partir de exemplos como Redfin, Opendoor e Zillow. Este último, que comprou menos de 700 residências em 2018, espera adquirir 5.000 imóveis por mês em alguns anos. No Brasil, o Grupo Zap fala sobre seu projeto de iBuyer, pelo qual vai comprar e reformar imóveis, e a reportagem também apresenta a Loft, startup que seleciona, adquire, reforma e revende casas e apartamentos.

Para saber mais sobre iBuyer, vale ficar de olho na Redfin. A empresa apresentou um programa que permite que os usuários passem pelo processo de compra de uma casa diretamente pelo site, e façam uma oferta por ali mesmo. O modelo de iBuyer, ou independent buyer (comprador independente), criado pela Redfin tira a figura do corretor do processo de venda.

Brasileiros desenvolveram uma criptomoeda com a tecnologia blockchain para investidores do mercado imobiliário. O Dynasty vai permitir a aquisição de ativos ao redor do mundo, com o registro de transações, operações e mapeamento das carteiras.

A cannabis pode ser o próximo grande alvo dos investidores imobiliários nos EUA. A legalização da maconha de forma medicinal e recreacional em alguns estados americanos tem atraído investidores, enquanto há outros ainda receosos. A relação com o mercado imobiliário está principalmente nas áreas e imóveis que são autorizados a cultivar e vender cannabis. A empresa californiana Pelorus Equity Group, por exemplo, lançou seu próprio fundo de investimento imobiliário de 100 milhões de dólares dedicado a empreendimentos relacionados à maconha.

O Grupo Estado, ao qual o jornal Estadão pertence, lançou um novo site focado no mercado imobiliário. A plataforma Seu Imóvel traz conteúdos sobre compra e venda de imóveis.

INVESTIMENTOS

Os jovens brasileiros podem até ser modernos nos costumes, mas são conservadores na hora de guardar seu dinheiro. Segundo uma pesquisa da Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), que entrevistou pessoas entre 18 e 24 anos, mais da metade opta por investir na poupança. Em seguida, preferem guardar dinheiro em casa e na sua conta corrente.

Enquanto isso, na Espanha, um estudo da Housers com nascidos entre 1985 e 2000 aponta que quase um terço dos entrevistados considera seguro investir no mercado imobiliário. Dos que ainda não investiram no setor, mais da metade aponta falta de recursos como motivo.

Os investidores tradicionais de imóveis seguem em baixa no primeiro trimestre, como aponta o Índice FipeZap. Segundo a pesquisa, 37% dos compradores de imóveis tiveram como objetivo o investimento e não a moradia. Entre eles, pouco mais da metade procura obter renda com aluguel e os outros 46% planejam revender.

Para quem já investiu nos Fundos de Investimento Imobiliário e para quem se interessa: o retorno médio dos investidores superou a variação do CDI. O FII alcançou 7,09%, enquanto o CDI, 6,34%.

ALUGUEL

No Rio de Janeiro, um projeto de lei foi barrado pela Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal do RJ por ser considerado inconstitucional. Pelo projeto, locadores de imóveis por temporada deveriam cadastrar a residência na Prefeitura e pagar o Imposto Sobre Serviços (ISS). A medida afetaria principalmente o Airbnb, que saiu vitorioso nesta batalha.

De janeiro a abril, aumentou em 2,5% o preço médio de aluguel residencial no Brasil. O valor se aplica apenas para novos contratos de locação. A FipeZap mostra que este é o quinto aumento consecutivo e que o valor superou a inflação esperada para os primeiros meses de 2019.

Em maio, o reajuste de contratos antigos de locação registrou inflação de 0,58%, valor mais baixo que abril, com 0,78%. O cálculo foi feito com base no IGP-M. Segundo a FVG, em 12 meses a inflação acumulou uma taxa de 7,78%.

VENDAS

A participação dos compradores no mercado imobiliário cresceu. O número de pessoas que declararam ter comprado um imóvel nos últimos 12 meses subiu de 10%, no primeiro trimestre de 2018, para 14%, no primeiro trimestre deste ano. É o maior aumento registrado desde 2014. O Índice FipeZap também apresenta que, destes compradores, 66% adquiriram imóveis usados. Com relação aos preços, 56% dos entrevistados acreditam que o valor dos imóveis está alto ou muito alto; 28% acham razoável e 14% disseram que o preço está baixo ou muito baixo. Para os próximos 12 meses, 43% acham que o preço pode subir e 43% apostam na estabilidade.

Em SP, 2.081 novos imóveis foram lançados em março, um crescimento de 139,2% comparado a fevereiroEm 12 meses, o número de lançamentos passou de 31.476 para 37.706 unidades, sendo que 31 mil dessas unidades foram vendidas. Os dados são da Secovi-SP.

No Recife, como em boa parte do Brasil, não há crise para os imóveis de luxo. Enquanto as construtoras de empreendimentos médios da região foram diretamente afetadas com a crise econômica, precisando diminuir os lançamentos, o mercado de imóveis de alto padrão sofreu menos impacto. “O edifício Alberto Ferreira da Costa, na Avenida Beira Mar de Boa Viagem, lançado em março e com ticket de R$ 2,5 milhões até R$ 6 milhões, foi um sucesso de vendas, com 90% dos apartamentos vendidos”, afirma Carolina Tigre, diretora comercial do Grupo Rio Ave, em entrevista ao Diário de Pernambuco.

AGENDA

No dia 30 de maio acontece em SP o Summit Mobilidade Urbana 2019. O evento discutirá temas como sustentabilidade, cidades inteligentes e economia. As inscrições estão abertas.

Entre os dias 10 e 14 de junho ocorrerá o ‘Imobiliária Digital Summit’, que trará informações relevantes sobre transformação digital no mercado imobiliário. Serão 50 palestrantes especialistas do setor, que discutirão temas como as novas profissões do mercado imobiliário, tecnologia, locação e gestão financeira. O CEO da Agência CUPOLA, Rodrigo Werneck, falará sobre o novo marketing imobiliário. O evento é online, gratuito e aberto ao público. As inscrições ainda estão abertas.

CIDADES

Incomodados com o fluxo de prostituição nas ruas próximas, moradores e empresários de São Paulo solicitaram à Prefeitura uma isenção temporária do IPTU para os proprietários que convivem com pontos de prostituição. A ação também solicitava que a atividade seja regularizada, definindo local, horário e áreas determinadas. A ação já foi derrubada, visto que não foi considerada uma solicitação com urgência, mas o debate segue necessário.

O Brasil é tão grande que, em 2010, a população de todo o país estava concentrada em 16% do território. O jornal Nexo produziu gráficos que ilustram esses números no nosso mapa.

“Mormaço”, primeiro filme solo de Marina Meliande, já chegou às salas de cinema. O longa conta a história de Ana, uma defensora pública que luta pelos direitos de uma comunidade do Rio de Janeiro, cujas habitações são ameaçadas por conta de obras para as Olimpíadas.

MUNDO

A guerra comercial entre os EUA e a China deve afetar diretamente o setor imobiliário americano. A construção civil já se preocupa com o aumento nos preços de materiais como o vidro e o aço, que podem vir a afetar o valores dos novos empreendimentos.

Atualmente, os chineses são o maior grupo estrangeiro que adquire imóveis residenciais nos EUA. Essa situação pode mudar em breve se o governo da China restringir os investimentos no país rival.

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