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iBuyer é destaque no Inman Connect 2019

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Caro leitor, hoje temos um convidado especial no Imobi Report: Sérgio Langer. Entusiasta e apaixonado por novas tecnologias, Langer é referência no mercado imobiliário quando o assunto é marketing e vendas. É criador e apresentador do podcast “Vem pra mesa”, além de palestrante com participações em eventos no Brasil e exterior. Ele esteve presente no Inman Connect 2019, que aconteceu em Las Vegas na última semana, e conta algumas de suas impressões nesta edição do Imobi Report.

Aproveite!

O Inman Connect, um dos principais eventos do mercado imobiliário do mundo, reuniu mais de 4 mil profissionais de diferentes países e 200 palestrantes para debater o presente e o futuro do mercado. Foi minha terceira vez no Connect. A cada edição o evento cresce e novos debates vão surgindo.

Um dos temas mais debatidos no Connect desse ano foi iBuyer. Um iBuyer é uma empresa que usa tecnologia para fazer uma oferta instantânea de compra de um imóvel. Se a oferta é aceita, em poucos dias o vendedor recebe o dinheiro, tudo muito rápido, prático e seguro.

O iBuyer representa uma mudança drástica no modo como os clientes estão comprando e vendendo imóveis. Agora, nos EUA, a jornada de compra de um cliente no mundo digital está se modificando graças ao advento dos iBuyers, passando a dar mais opções para os clientes. Empresas como OpendoorZillowRedfin e Offerpad são os principais players desse mercado.

E o corretor de imóveis? Como ele fica nesse processo? Há alguns anos, quando as empresas de tecnologia surgiram oferecendo esse tipo de serviço, os corretores protestaram muito, pois compras e vendas poderiam ser feitas sem a intermediação de um profissional de vendas.

Mas agora, em 2019, Zillow e Opendoor trouxeram o corretor de imóveis para dentro do processo. Nesse novo cenário, corretores e imobiliárias passam a atuar como grandes agregadores, entendendo qual a pressa do cliente e oferecendo uma oferta de um iBuyer A ou B. Com isso, também surgem startups que oferecem diferentes opções para adquirir ou financiar um imóvel como troca, aluguel como opção de compra e propriedade fracionada.

O iBuyer é um processo sem volta. Assim como atualmente pedimos delivery e Uber pelo celular, o processo de busca, compra e venda de imóveis está passando por um processo de disruptura. As empresas e corretores que vencerão serão aquelas que empoderam o cliente para que eles possam fazer a melhor escolha.

INVESTIMENTOS

Segundo a pesquisa “Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2019”, da Caio Calfat Real Estate Consulting, os empreendimentos no formato multipropriedade deverão alcançar, ainda em 2019, um VGV de 22,3 bilhões de reais.

A Gazeta do Povo traz análises de especialistas discutindo os prós e contras da multipropriedade em um empreendimento de São Paulo. Para o coordenador do curso de Desenvolvimento de Negócios Imobiliários da FGV, Alberto Ajzental, é difícil que as pessoas invistam em um imóvel como este na capital para uso próprio: “Por que vou comprar cotas por um período reduzido se posso [me hospedar] onde quiser”. Para quem pensa em adquirir como um investimento, o jornal entrevistou Francisco Perez, head de investimentos da Glebba: “Como investimento, focar exclusivamente em cota de uso não faz muito sentido. Ela não é ruim, mas tem que fazer parte de um portfólio de investimentos no mercado imobiliário”.

A Black Friday pode afetar o mercado de FIIs? Os convidados do programa Fundos Imobiliários, do Infomoney, demonstram que sim. A data popularizou o e-commerce que, por sua vez, inverteu a logística do varejo: agora é o produto que vai até a casa do consumidor. Uma mudança que impacta o imobiliário, ao criar novas demandas para imóveis residenciais e comerciais. Prato cheio para os investidores.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Depois das idas e vindas na liberação do FGTS, na quarta-feira (24) o Governo liberou os saques das contas ativas e inativas, com o valor máximo de R$ 500 por conta. Os brasileiros poderão sacar o dinheiro a partir de setembro. Também foi lançado o saque-aniversário, que valerá a partir de 2020. O trabalhador pode escolher por essa opção ou por manter o dinheiro na conta e sacá-lo em caso de demissão sem justa causa. Entenda como tudo funcionará.

A construção civil empregou mais de 3 milhões de pessoas entre 2013 e 2014. No entanto, de 2014 a 2019, demitiu mais de um milhão, segundo a Fiesp. O setor era responsável por cerca de 7% dos trabalhadores formais no Brasil. A redução dos empregos na construção civil resulta em um efeito negativo na economia do país como um todo. 

Caiu de 12,8% para menos de 10% o número de atestados médicos fornecidos para trabalhadores da construção civil. Os dados são do Serviço Social da Construção (Seconci-SP), que fez um comparativo entre 2017 e 2018.

A Souza Rocha Participações disponibilizará capital de giro mais barato para construtoras com empreendimentos financiados pelo Minha Casa Minha Vida ou pelo SBPE. Em contrapartida, passa a ser sócia minoritária dessas empresas, com uma participação média de 3% sobre o VGV.

CIDADES

O historiador, antropólogo e poeta baiano Antonio Risério lançou o livro “A Casa no Brasil”. Em formato de ensaios, conta a história do ambiente privado brasileiro, além de perspectivas que vão do Amazonas ao Rio Grande do Sul. Em entrevista ao Correio 24h: “Diversas coisas me chamaram a atenção [em relação às casas no Brasil]. Uma delas é que o tipo mais persistente de moradia, na história da casa brasileira, é o mocambo, da palhoça colonial aos barracos das favelas. Me impressionou também ver como as senzalas escravistas eram tão parecidas com as antigas (e as atuais) casas populares de tantos lugares da África, como Angola, por exemplo: casas baixas, sem janelas, mal iluminadas, etc., em decorrência de uma visão cultural da casa como espaço de dormir e não como espaço de convívio. Também o caso do apartamento, que começou muito mal visto em nosso meio (habitação coletiva cheirava a promiscuidade) e hoje é onde quase todo mundo mora”.

O Ministério Público de São Paulo denunciou 19 integrantes de movimentos de moradia por extorsão, resultado de uma investigação após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, em maio de 2018. Segundo o MPSP, os moradores pagavam uma mensalidade, além de taxas de manutenção e suborno para membros de movimentos sem teto.

O Sul do país está se tornando polo de startups. E não apenas as grandes cidade. Novas empresas estão saindo das capitais para investir no interior dos estados. A EEmovel, por exemplo, startup do mercado imobiliário que atua com soluções de big data e inteligência artificial, vem de Cascavel, interior do Paraná.

AGENDA

No segundo semestre, a Missão Executiva promoverá dois eventos em São Paulo. Leitores do Imobi Report têm 10% de desconto se inscrevendo pelos links:

  • Missão Executiva MCMV São Paulo: na sua segunda edição, o evento promove visita às principais empresas do setor e workshops com executivos do Minha Casa Minha Vida. Acontece nos dias 14 e 15 de agosto.
  • Missão Executiva Imóveis de Alto Padrão: na cidade com o maior e mais lucrativo mercado de alto padrão do Brasil, o evento oferece experiências de imersão com visitas aos principais empreendimentos de luxo e workshops com executivos do mercado. Acontece nos dias 25 e 26 de setembro.

O Fórum GRI de Fundos Imobiliários também acontece na capital paulista, no dia 21 de agosto. Haverá apresentação de cases, palestras e discussões sobre temas como REITs (fundos imobiliários americanos), cenário macroeconômico brasileiro e considerações tributárias, entre outros. As inscrições seguem abertas.

ALUGUEL

O Brasil é o quinto país do mundo com maior número de usuários de Bitcoin e criptomoedas. Aproveitando o cenário, uma imobiliária gaúcha está aceitando esta modalidade como forma de pagamento de aluguel e condomínio. 

Em entrevista para o R7, Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice e pesquisador da FipeZap, afirmou que junho demonstrou indícios lentos de uma recuperação econômica no setor imobiliário. “Passamos por um primeiro semestre frustrante na economia e a tendência que percebermos agora é de uma retomada gradual dos negócios”.

O mercado imobiliário está mudando rapidamente e as empresas precisam inovar, investir em novos formatos para manter-se atualizadas. Em Santa Catarina, a imobiliária Terraz Aluguel Digital está passando de B2B para B2C ao criar uma plataforma embarcada com serviços. Na prática, outras imobiliárias podem deixar os imóveis para alugar no site da Terraz. De concorrentes a clientes. De imobiliária a provedora de tecnologia para outras imobiliárias.

Na Europa, tem aumentado o controle sobre o preço do aluguel de imóveis residenciais. O prefeito de Londres, por exemplo, propôs a limitação do valor dos contratos, afirmando que os preços atuais são abusivos. 

VENDAS

Em Brasília, o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) de imóveis residenciais novos atingiu 8,9%. Esta é a maior porcentagem desde 2015, quando a pesquisa começou a ser feita no DF.

O mercado imobiliário rural movimenta cerca de R$ 4 bilhões por mês no Brasil. No entanto, faltam profissionais especializados para trabalhar na área. Nilo Ourique, diretor da Nilo Imóveis, falou sobre o assunto no Canal Rural. Assista aqui a entrevista.

O governo brasileiro pretende criar um programa para captar recursos para as universidades federais. A ideia é criar um fundo imobiliário para a venda de imóveis ociosos que sejam patrimônio das universidades. 

Entre 2013 e 2019, mais de 55 mil unidades de miniapartamentos foram lançadas em São Paulo, segundo levantamento feito pelo Grupo ZAP. Esse boom preocupa alguns empresários, como Mauro Teixeira, sócio-diretor da TPA Empreendimentos. “Em 2018 houve um excesso de estoque, tanto que estamos fazendo promoção”, disse para o Infomoney.

Mais de 600 imóveis apreendidos de traficantes de drogas no Brasil serão vendidos em leilão e a arrecadação será revertida para políticas de enfrentamento e prevenção às drogas. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) lançou um painel com informações sobre esses imóveis, como localização. 

PESSOAS

Uma pesquisa da CBRE aponta que o envolvimento dos colaboradores e a atração e retenção de talentos passou a ser mais importante para as empresas, na hora de definir a compra ou aluguel de imóveis corporativos, do que a própria redução de custos. “O desafio enfrentado atualmente é perceber como a procura, arquitetura e gestão de diferentes localizações podem funcionar a favor da otimização do capital humano. Estes desafios são ainda mais cruciais em determinadas áreas, especialmente as que precisam atrair talento digital ou data scientists, que são escassos e cuja procura é grande”.

Dois terços dos corretores de imóveis americanos são mulheres, segundo a Associação Nacional de Corretores. E elas estão em marcha rápida rumo aos cargos de chefia. Segundo a Ferguson Partners, conselhos de fundos de investimento imobiliários adicionaram 60 mulheres em suas mesas, totalizando metade das indicações.

MUNDO

Cerca de 250 mil postos de trabalho na construção civil foram extintos na crise de 2008, em Portugal. Mas as boas novas são que o mercado imobiliário lusitano está quente nos últimos cinco anos e as expectativas também são positivas. O mercado de escritórios movimentou investidores e a construção de novos imóveis segue em alta. Já o residencial, vai muito bem, obrigado. A maioria dos novos empreendimentos são adquiridos na planta e uma grande oferta está prevista para o próximo ano. No imobiliário “alternativo” (coworkings, colivings, novos formatos do mercado imobiliário), destacam-se as residências estudantis.

Os brasileiros que residem no país seguem firmes e formam a maior comunidade estrangeira a viver em Portugal. Mas alugar uma residência pode ser um problema. Em entrevista ao Estadão, um produtor cultural que mora em Portugal há dois anos conta: “Só de falar pelo telefone pedindo informação, percebiam o meu sotaque e diziam que o lugar já tinha sido alugado. Teve a dona de uma casa que, no dia de assinar o contrato, quando viu que eu era brasileiro, pediu seis alugueis adiantados de caução, em vez de dois. Não tinha todo esse dinheiro e não fizemos negócio”.

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