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Grupo ZAP vai comprar, reformar e revender imóveis

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Dono do maior banco de dados sobre o mercado imobiliário brasileiro, o Grupo ZAP vai expandir sua operação no setor da construção civil, passando a atuar na compra de casas e apartamentos, que serão reformados e revendidos. O anúncio oficial deve ser feito hoje, durante evento organizado pelo Grupo ZAP. Segundo o Valor Investe, a operação deve ser iniciada já neste semestre, em parceria com a rede de corretores e imobiliárias que fazem uso das soluções do grupo. Além dos portais ZAP e VivaReal, o Grupo ZAP é detentor das marcas Suahouse, Datazap, Índice FipeZAP e do Conecta Imobi, principal evento de marketing imobiliário da América Latina.

O movimento aprofunda a dança das cadeiras no setor imobiliário. Só no último mês, já noticiamos aqui o ingresso da incorporadora Vitacon no mercado de aluguéis, com o Housi, e os planos da imobiliária Casa Mineira para entrar na disputa dos sites imobiliários. De portal a incorporador, de incorporador a imobiliária, de imobiliária a portal.

Da grife à economia compartilhada. Outra marca de peso em processo de reinvenção é a Marriot, maior rede hoteleira do planeta, que resolveu dobrar a aposta contra o Airbnb. Como? Ingressando no compartilhamento de imóveis, justamente o território desbravado pela startup. A Marriot iniciou um projeto piloto no ano passado, em grandes capitais da Europa, incluindo Paris, o principal mercado do Airbnb, e vai expandir a operação para os Estados Unidos. A Home & Villas by Marriot International será lançada ainda neste mês, com mais de 2.000 acomodações em mais de 100 localidades.

A reação vem no momento em que o Airbnb prepara seu IPO. Após dois anos dando lucro e avaliado em mais de 30 bilhões de dólares, o Airbnb deve abrir seu capital na bolsa ainda em 2019. Não sem barulho: a marca está avançando no segmento de luxo, adquirindo unidades em prédios icônicos de Nova York, incluindo 200 quartos em 10 andares no Rockfeller Plaza. O negócio avança ainda mais sobre a operação de um hotel, com restaurante, bar e centro de convenções exclusivos para os hóspedes.

O Airbnb também planeja fazer séries sobre a experiência dos hóspedes. Segundo a Reuters, o Airbnb pretende criar ou licenciar minisséries e documentários sobre viagens, hóspedes e anfitriões da plataforma. Pelo menos um deles está em processo de desenvolvimento. A série “Home” deve apresentar residências exclusivas em todo o mundo e as pessoas por trás delas. A transmissão seria feita pelo serviço de streaming da Apple.

Enquanto isso, no Brasil, tramita projeto para regulamentar o Airbnb. A iniciativa é do senador Ângelo Coronel, do PSD da Bahia, que argumenta que serviços como o Airbnb podem “transformar prédios residenciais em uma espécie de hospedagem turística, o que tem o potencial para trazer problemas de segurança aos residentes de fato e gerar conflitos”. Entre os pontos polêmicos da proposta, a previsão de que assembleias de condomínios possam proibir proprietários de unidades de alugar pelos aplicativos.

O Airbnb deve ser livre para operar em toda a União Europeia. A afirmação vem do Tribunal de Justiça Europeu (ECJ), em resposta a denúncia feita por uma associação de operadores do Turismo na França. No entendimento do advogado-geral do ECJ, o Airbnb “pode ser considerado um serviço da sociedade da informação, que deve se beneficiar da livre circulação de informações da União Europeia”.

PESSOAS

Vem aí o selo LEED do bem-estar. Uma startup de Nova York é a nova queridinha dos milionários americanos – de Bill Gates ao ator Leonardo DiCaprio – com uma nova forma de certificar edifícios. Inspirada na certificação LEED, que atesta a sustentabilidade de construções, a Delos pretende certificar o nível de bem-estar que a edificação oferece às pessoas. Para isso, vai aferir a qualidade da água e do ar do edifício, além de características como acessibilidade e proximidade com áreas de ventilação natural.

Em Porto Alegre, surge o conceito de “prédio antidepressivo”. O LIV, da Execute Engenharia e Incorporadora, terá unidades de 28m² a 41m², e áreas comuns para estimular a convivência, como sala de reuniões, coliving, ferramentaria, academia e bicicletas elétricas à disposição dos moradores. “Ninguém convive mais, as pessoas chegam em casa e ficam na TV ou no celular. Ali, haverá um grupo convivendo junto, com a cabeça similar de ideias”, aposta o fundador da Execute, José Luís Machado de Oliveira.

Anúncios de imóveis revelam discriminação racial pelo facebook. Uma pesquisa feita por duas universidades americanas identificou que o facebook direciona anúncios da sua plataforma de maneira discriminatória, sem que os anunciantes saibam disso. Em um dos testes, um anúncio direcionado ao mesmo público recebeu uma versão com foto de uma família branca e outra com uma família negra. O anúncio com a família branca foi direcionado para um público com 85% de usuários brancos, enquanto o com a família negra chegou a um grupo com 73% de usuários brancos. Os pesquisadores não acreditam que o Facebook toma decisões discriminatórias deliberadamente, mas que o sistema de anúncios acabou treinado dessa forma.

ALUGUEL

Cresceu em 1,51% o valor médio do aluguel residencial em SP entre abril de 2018 e março de 2019. Pesquisa do Secovi-SP também mostra que quando o assunto é garantia, 45% dos inquilinos ainda optam pelo fiador, 38% preferem o depósito de três meses de aluguel e 17% escolhe o seguro-fiança.

Contratos de aluguel indexados pelo IGP-M terão reajuste de 8,64% em maio. Esta é a maior correção do IGP-M para o mês desde 2015.

Curitiba é a cidade com o m² mais barato para aluguel comercial. A rentabilidade, de 4,19%, é a segunda menor entre as 10 cidades pesquisadas pelo FipeZap. Em um ano, a cidade teve alta de 4,07% no valor do metro quadrado da locação comercial. Já em Belo Horizonte, o valor do aluguel residencial voltou ao patamar de 11 anos atrás. Em 2018, o aumento de 3,18% no preço médio da locação de imóveis residenciais ficou abaixo do IPCA.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Criciúma, em Santa Catarina, terá o maior empreendimento de saúde do Brasil. A construção do imóvel, de 31 andares, 1450 vagas de estacionamento e mais de 500 consultórios, começa no próximo mês.

Responsável por 6% do PIB, a construção civil está deixando o conservadorismo. As construtechs receberam mais de 7,3 bilhões de dólares em investimento só em 2018, em todo o mundo. No Brasil, um levantamento feito em 2017 mostrou que existem 562 startups do ramo, um crescimento de 116% comparado a 2016. Em entrevista para a Exame, o presidente da ABStartups afirma que “embora não sejam as principais responsáveis pela retomada, as construtechs ajudaram a empurrar a curva para cima”.

As moradias estudantis são a aposta da Hectare Capital. A empresa faz sua estreia como gestora de investimentos com dedicação exclusiva aos ativos imobiliários, apostando no financiamento de moradias para estudantes, que são pouco exploradas no Brasil.

MUNDO

Na Espanha, empresas vão construir 10 mil quartos para estudantes, num investimento de aproximadamente 750 milhões de euros. Atualmente, pessoas de outros países matriculadas nas universidades da Espanha representam 5% da população estudantil do país. A aposta dos empresários é que esse número continue a crescer nos próximos anos. “O mercado imobiliário estudantil na Espanha é extremamente atraente devido à falta de opções adequadas de moradia e às instalações ultrapassadas para os 1,3 milhão de estudantes no país”, disse um executivo em matéria publicada pelo UOL.

Para simplificar a venda de imóveis, dois bancos do Reino Unido farão testes com blockchain. O uso da tecnologia em todo o mundo pode gerar uma economia de aproximadamente US$ 160 bilhões. No mercado imobiliário, o blockchain oferece diversos benefícios, como a redução de custos, desburocratização, transparência dos processos e pagamentos e financiamentos mais eficientes.

Faltam apenas dois episódios para Game of Thrones acabar, mas para quem deseja (e pode), é possível continuar vivendo um pouquinho dessa história mesmo após o fim da série. Está à venda, por cerca de R$ 2,5 milhões, parte da Casa Tully, lugar onde Catelyn Stark morou, antes de morrer. O castelo fica na Irlanda do Norte e foi construído em meados de 1800. A propriedade tem mais de 15 quartos e já serviu como campo de prisioneiros de guerra, além de acomodação para as tropas da Segunda Guerra Mundial.

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