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Gigantes da tecnologia movimentam o mercado imobiliário

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O Facebook lançou sua própria criptomoeda. A Libra poderá ser usada em transações financeiras comuns, como pagamento de boletos, compra de produtos e créditos de serviços online, diretamente pela plataforma do WhatsApp, do Messenger e por meio de um aplicativo próprio. A criptomoeda estará disponível nos EUA a partir de 2020 e não há previsão para o início da operação no Brasil.

O Facebook também vai criar uma subsidiária, a Calibra, para separar os dados sociais dos dados financeiros de seus usuários. Grandes marcas como Uber, Pay Pal, Spotify, Mastercard e Visa, entre muitas outras, serão parceiras do Facebook nesta empreitada. 

Para o mercado imobiliário, a Libra poderá ser usada no marketplace de venda e aluguel de imóveis residenciais da plataforma – e transações multimilionárias poderão ser realizadas com apenas um click.

O Google assumiu parte da responsabilidade pela bolha imobiliária em São Francisco, nos EUA, e prometeu investir um bilhão de dólares nos próximos 10 anos na cidade. Destes, US$ 750 milhões são referentes a terrenos próprios da gigante da tecnologia para uso residencial. Os demais US$ 250 milhões serão incentivos para construtoras e incorporadoras construírem casas com custo final mais acessível. 

Em janeiro, a Microsoft já havia anunciado US$ 500 milhões para o mercado residencial de Seattle, onde a empresa está localizada. Além de investir em casas para os próprios funcionários, uma parte dos fundos foi destinada para sem-teto da cidade.

Seguindo a tendência dos imóveis flexíveis, construtoras passaram a apostar nos apartamentos customizáveis. Estes empreendimentos trazem plantas que permitem alterações fáceis, sem gerar problemas na estrutura do prédio, ao passo em que dão mais liberdade para os moradores personalizarem suas unidades.

Morar no centro em apartamentos sem garagem: popularização ou especulação? A questão foi levantada por Raquel Rolnik, em coluna publicada no UOL. “Mudanças culturais nas formas de morar e circular das classes médias, e o próprio mal estar do congestionamento, têm levado uma parte deste grupo não apenas para uma outra área da cidade, o centro, mas também a um novo tipo de produto. Entretanto, e precisaremos de mais estudo para realmente afirmar isto com propriedade, estamos mais diante de uma nova forma de produção imobiliária altamente rentável do que diante da tão almejada ‘popularização’ das boas localizações”.

A Ikea vai fundo na tendência do compartilhamento. A empresa vislumbra que 70% da população mundial vai morar em grandes cidades até 2050 e a aposta é que os espaços compartilhados dos imóveis, como cozinhas e lavanderias, deverão aumentar, enquanto quartos e banheiros deverão permanecer individuais – e menores. A marca já aposta em uma linha de produtos para o chamado “microliving”, a Ravaror, que deve oferecer móveis como esse carrinho que se transforma em um sofá-cama de 12m².

VENDAS

A Brasil Brokers e o Banco Inter fecharam uma parceria para venda de imóveis usados. Proprietários que disponibilizarem seus imóveis à venda na Brasil Brokers poderão receber 40% do valor de mercado do imóvel em até 48h, pelo Banco Inter. Se o proprietário pagar de volta o valor em tempo determinado, pode continuar com a unidade.

O mercado imobiliário de Brasília está aquecido. Segundo dados da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal, nos primeiros quatro meses do ano foram 14 lançamentos, enquanto em todo o ano de 2018 foram 17 lançamentos na cidade. O estoque de imóveis prontos também apresenta baixa quase três vezes menor que a média histórica do DF.

No Rio de Janeiro, a violência impacta diretamente o mercado imobiliário. Apenas oito bairros da capital carioca tiveram seus imóveis valorizados no último ano. Em regiões próximas a comunidades, os móveis inclusive foram desvalorizados. Vicente de Carvalho, Higienópolis e Abolição são os três bairros mais afetados.

Em São Paulo, novos proprietários de imóveis pagaram, em média, R$ 19,5 mil de ITBI. O valor refere-se ao primeiro semestre do ano, calculado a partir de dados obtidos pelo portal R7 por meio da Lei de Acesso à Informação.

Uma proposta legislativa propõe o fim da anuidade obrigatória dos conselhos de classe. Entre os conselhos que constam na proposta, estão o COFECI e os CRECI.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Vendas e lançamentos devem crescer de 10% a 15% neste ano, segundo estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. A CBIC acredita que o crescimento ocorrerá a partir dos imóveis de médio e alto padrão, e que o programa Minha Casa Minha Vida deve ser estabilizado até o fim do ano.

Em 2018, dos 98,6 mil lançamentos de imóveis em todo o país, 32,8 mil se concentravam em São Paulo, o maior mercado imobiliário do Brasil. Neste ano, 56% dos novos prédios lançados estão em SP. Para o Secovi, 2018 foi um momento de fortalecer o mercado imobiliário, para consolidá-lo neste ano. 

Em entrevista para o Seu Dinheiro, o fundador de incorporadora Cyrela, Elie Horn, disse o seguinte: “o país vai em uma direção boa, o setor imobiliário melhorou demais. Tem altos e baixos, mas estamos muito melhor que em 2017 e 2018. Não tem nem comparação. O mercado está mais comprador. Tem mais demanda, menos medo e mais otimismo.” Horn é um dos palestrantes confirmados para o Conecta Imobi deste ano.

INVESTIMENTOS

Decoração, reforma e equipamentos para obras: estas são algumas das franquias que mais crescem no Brasil. Segundo a Associação Brasileiras de Franchising, o melhor desempenho no primeiro trimestre de 2019 foi das franquias de casa e construção e o faturamento do setor aumentou em 12,9%.

Entre 2020 e 2021, o Hard Rock Hotel deve chegar a seis cidades brasileiras, com unidades que contam com opção de compra como multipropriedade. Neste caso, por fazer parte do Grupo RCI, além de usufruir da sua propriedade no Hotel Hard Rock, o proprietário poderá também trocar seus dias de uso por férias em outras unidades do grupo.

Em artigo para o Money Times, Ricardo Almendra explica a relação entre o mercado de capitais, mercado imobiliário e o desenvolvimento da economia brasileira: “há uma luz no fim do túnel para o desenvolvimento do setor imobiliário, vinda de instrumentos de dívida como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), FIIs (Fundos de Investimento Imobiliários) e a “novata” LIG (Letra Imobiliária Garantida)”.

ALUGUEL

O que uma mulher pensa ao procurar sozinha um imóvel para alugar? Foi em busca dessa resposta – após viajar por 18 estados brasileiros, outros 17 países e conversar com várias mulheres – que a empresária Jussara Pellicano criou a SisterWave. A startup oferece aluguel por temporada exclusivamente ao público feminino. “É uma rede feita para mulheres, baseadas em suas demandas específicas e que se aprofunda sobre a perspectiva feminina ao viajar, buscando sanar os medos e oferecer inspiração e acolhimento”.

No Rio Grande do Sul, o Governo do Estado vai alugar imóveis para fazer a triagem de presos. Por enquanto, já foram selecionados dois imóveis em Porto Alegre e um na região metropolitana. Desde janeiro até junho, 7.333 mil pessoas ingressaram no sistema prisional.

Em Recife, um projeto de Lei aprovado pela Câmara de Vereadores obriga que todos os prédios dos órgãos públicos tenham uma placa com informações sobre a locação do imóvel. A placa deve ficar em um lugar visível e conter informações como duração do contrato e data da locação.

AGENDA

Conteúdos de qualidade, influenciadores do setor imobiliário, palestras sobre tendências e novidades do mercado e treinamentos. Em sua terceira edição, o Masters inGaia ocorrerá entre os dias 18 e 19 de julho, em Fortaleza. O evento já aconteceu em Brasília e no Rio de Janeiro. As inscrições ainda estão abertas.

E nesta sexta-feira, dia 5 de julho, será liberado o último lote de vendas do Aluguel Master, treinamento intensivo organizado pela CUPOLA, agência especialista no mercado imobiliário. O evento será realizado nos dias 3 e 4 de agosto, em Curitiba, e é dirigido a imobiliárias que desejam transformar sua operação de aluguel. 

PESSOAS

Com 60 anos de experiência no mercado imobiliário, o construtor Romeu Chap Chap, de 86 anos, foi um dos homenageados na 26ª edição do Top Imobiliário. Além dele, Pedro Cesarino, nome de referência do setor, também recebeu homenagem. Ele é um dos grandes parceiros de construtoras e incorporadoras e foi pioneiro na realização de feirões, na década de 1980, que se tornaram característicos no setor.

Além de majestade da música brasileira, o cantor Roberto Carlos também é empreendedor no mercado imobiliário. Sua incorporadora, a Emoções, foi criada em 2011 e ficou entre 2015 e 2017 sem lançar prédios. No ano passado, lançou um empreendimento em Goiânia e a meta para este ano é realizar outros dois lançamentos. O primeiro será em setembro, com um prédio residencial localizado na Vila Madalena, em SP.

Raimundo dos Santos, de 54 anos, é um trabalhador do setor da construção em São Paulo. Desde 1990, ele constrói fachadas dos edifícios residenciais. No entanto, de 2014 para cá, muita coisa mudou. Se há cinco anos ele conseguia garantir um salário de aproximadamente R$ 7 mil, hoje o valor recebido mal chega a R$ 3 mil. O caso de Raimundo é emblemático e demonstra os reflexos da crise em toda a cadeia da construção. O presidente do Sintracon, para o IstoÉ, disse que “o trabalhador ficou com um buraco na renda. O setor da construção perdeu mais de 1 milhão de postos de trabalho na crise. Os benefícios que as empresas davam para segurar os bons empregados ficaram no passado”.

MUNDO

Dez cidades turísticas europeias assinaram uma carta pedindo ajuda da União Europeia para combater a expansão do Airbnb. Os responsáveis justificam que as casas devem ser para pessoas morarem e que as plataformas devem se sujeitar à regulação local, que impede o aumento de aluguéis em regiões de forte turismo. Paris, uma das cidades que fez a solicitação, tem cerca de 60 mil habitações na plataforma.

A Espanha é um dos países que já tomou medidas para amenizar o impacto do Airbnb e controlar o aumento dos aluguéis – procurando manter a moradia acessível. O governo impôs uma série de medidas que procuram conter o preço dos aluguéis e deduções fiscais para os proprietários.

Berlim, depois de manifestações e clamores populares, decidiu congelar aluguéis por cinco anos. O congelamento entra em vigor no começo de 2020.

O investimento preferido dos canadenses é o mercado imobiliário. É o que aponta um estudo encomendado pela CIBC Mellon, que mostra que 42% dos entrevistados priorizam o setor imobiliário como investimento alternativo.

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