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Construção civil cresce puxada por imóveis de médio e alto padrão

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Impulsionada pelo imobiliário, a construção civil brasileira se fortaleceSegundo dados do IBGE, o terceiro trimestre da construção alcançou o melhor resultado desde o início de 2014. Comparado ao mesmo período no ano passado, o crescimento observado foi de 4,4%, o que puxou a economia brasileira como um todo: 0,6% em comparação ao trimestre anterior.

“O imobiliário residencial está indo, mas com um fator preocupante: ancorado nas classes média e média alta. Na moradia popular, onde o mercado é maior, faltam recursos e política de habitação definida“, comentou o presidente da CBIC, José Carlos Martins. 

A definição sobre a política habitacional do governo deve sair neste mês. O Ministério do Desenvolvimento Regional pretende apresentar o “novo Minha Casa Minha Vida” ao presidente Jair Bolsonaro em dezembro. Em entrevista à EBC, o ministro Gustavo Canuto confirmou detalhes do programa.

Foco nos pequenos. A nova política para a habitação deve priorizar municípios com até 50 mil habitantes. E vai dar mais poder de escolha aos beneficiários, através de um voucher que permitirá ao interessado comprar um imóvel pronto, construir um do zero ou mesmo reformar o seu já existente. O governo trabalha com um valor médio de R$ 60 mil para o voucher e mira famílias com renda de até R$ 1.200. Para famílias com renda superior, até R$ 4.000, o plano é oferecer linhas de financiamento com juros abaixo dos praticados atualmente.

A expectativa pelo anúncio animou os investidores, que já vinham embalados pelo bom resultado da construção civil: as ações da MRV subiram 7%. Construtoras como Direcional, Tenda, Cyrela e EzTec também obtiveram alta no Ibovespa.

Apesar do otimismo do mercado, há apreensão entre as construtoras quanto à nova política habitacional. Empresários demonstram preocupação com o modelo de vouchers. 

Já os recursos… Com orçamento apertado para 2020o Ministério do Desenvolvimento Regional tenta empurrar a despesa integral com subsídios da habitação para o FGTS. De novo. A medida seria válida até o final de 2019. “O tema [sobre o FGTS assumir integralmente o subsídio em 2020] está em discussão entre o MDR e o Ministério da Economia, juntamente com a proposta de reformulação do programa de habitação popular do governo federal”, informou a assessoria de imprensa do ministério ao Valor Investe. 

O governo também pretende editar medida provisória determinando que todas as obras do MCMV em atraso sejam concluídas em até 30 meses. Do contrário, as construtoras terão que devolver os recursos recebidos. A Caixa deve desembolsar mais de R$ 130 milhões para finalizar obras em andamento.


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Com novos projetos para 2020, a incorporadora You, Inc contratou os bancos Pactual e Bradesco para abertura de capital. Avaliada em torno de R$ 2 bilhões, a empresa paulistana cresceu nos últimos anos ocupando o espaço deixado por grandes empresas do setor. 

A incorporadora GT Building pode se tornar a maior de Curitiba e uma das maiores do Sul do país em 2020. Somente neste ano, lançou 18 empreendimentos, com VGV estimado em R$ 900 milhões. A operação foi iniciada pelo empresário Geninho Thomé, em 2014, em parceria com a construtora Pasqualatto, de Santa Catarina, e agora segue à toda em Curitiba. “Fizemos uma pesquisa de mercado e percebemos que não há uma empresa consolidada aqui, apenas que há algumas com nichos consolidados. O estoque de imóveis novos está baixo em Curitiba. Tudo isso nos leva a crer que o mercado imobiliário é uma importante estratégia de mercado”, disse o diretor da GT Building, Alysson Sanches, em entrevista à Gazeta do Povo.

Imobiliárias

O preço médio de venda de imóveis residenciais ficou estável em 2019. Segundo o Índice FipeZap, a alta de 0,02% está abaixo da inflação medida pelo IPCA. Por outro lado, a venda de imóveis comerciais encerrou outubro de 2019 com queda de 0,29% em relação ao mês de setembro. Enquanto o preço médio de locação de salas e conjuntos comerciais recuou 0,28%, mas acumula alta de 0,85% em comparação ao ano passado.

Jovens com mais consciência financeira. Uma pesquisa americana aponta que mais de 80% da geração Z prefere comprar casa, ao invés de alugar.Ainda segundo o estudo Freddie Mac, essa vontade de ter a casa própria surge porque os jovens de 14 a 23 anos entendem mais de economia. “Nós [da geração Z] vivemos momentos econômicos conturbados, por isso, somos muito conscientes sobre esse assunto”, disse ao Yahoo Finanças Jonah Stillman, cofundador da Gen Z Guru, uma empresa de consultoria que estuda tendências econômicas da geração Z.

Tecnologia

A Loft, startup de iBuying brasileira, captou R$ 216 milhões em uma rodada de investimento. São várias as novas estratégias de crescimento, entre elas o lançamento da plataforma Quanto Vale Meu Apartamento, ferramenta de precificação online, na qual o usuário pode avaliar 13 bairros de São Paulo.

A plataforma também quer expandir as cidades atendidas e pretende chegar ao Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre em 2020. Mas o voo mais alto mesmo é a expansão para o México, que também está nos planos para o próximo ano.

A Housi, spinoff de moradia on demand da Vitacon, recebeu um aporte de R$ 50 milhões. Atualmente, a plataforma conta com mais de 5 mil imóveis no portfólio, todos em São Paulo. Alexandre Frankel, CEO, sonha grande: “Hoje se fala em chamar um Uber para motorista de aplicativo ou pedir um iFood para delivery de comida. Quero que as pessoas digam ‘eu moro em Housi’”, afirmou para a StartSe.

Mundo

Lembra da Katerra, a startup investida pelo SoftBank (investidores também da WeWork e QuintoAndar)? Contamos na edição passada que um de seus co-fundadores deixou o conselho da empresa. E, neste meio tempo, a Katerra decidiu fechar uma de suas fábricas, em Phoenix. Estima-se que 200 funcionários foram ou estão em processo de demissão. Segundo um comunicado do CEO vigente: “É natural que uma companhia em crescimento como Katerra faça mudanças em sua estratégia”. (inglês)

As gigantes de tecnologia e startups, muitas vezes culpadas por crise na moradia acessível em cidades americanas como Nova York, Seattle ou São Francisco, podem começar a ter problemas para contratar mão de obra qualificada. Uma pesquisa da Emsi, companhia que analisa dados do mercado de trabalho, apontou que oito entre as dez cidades mais bem cotadas não são regiões consideradas “superstar” pelos trabalhadores. Alguns dos motivos são o crescimento de cidades pequenas, com opções de turismo, gastronomia e comércio, além da ascensão do trabalho à distância – que possibilita trabalhar com grandes companhias sem ter que pagar o custo alto de vida para tal. (inglês)

Mas as sedes destas gigantes ainda são motivo de curiosidade para muitas pessoas. Há, inclusive, tours e agências especializadas em fazer passeios focados em tecnologia. Nesta lista, os QGs mais requisitados: Google, Apple, Salesforce, Facebook e Microsoft. (inglês)

Agenda

LGPD: precisamos falar sobre isso. Logo mais, às 10h, a CUPOLA promove um webinar com a participação do CEO, Rodrigo Werneck, e de Carlos Alexandre Perin, sócio-fundador da Perin & Dallazem Advogados, sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e seus impactos sobre o mercado imobiliário. Imperdível para planejar 2020.

Aliás, a CUPOLA lançou curso sobre a LGPD aplicada ao imobiliário. A metodologia foi desenvolvida por consultores da agência, com apoio de especialistas em tecnologia e legislação. O curso, que será on-line e está com inscrições abertas até o dia 17, abrange conteúdos em vídeo para criação de planos práticos de regulamentação à LGPD.

Esta é uma das ações da CUPOLA como consulgência, modelo que une consultoria e agência. Além do curso LGPD Imobiliário, a CUPOLA produz esta newsletter que você lê, um podcast recém-lançado e experiências como o Aluguel Master, treinamento imersivo para imobiliárias de locação.

Nos dias 24 e 25 de janeiro, em São Paulo, acontecerá a Imersão 2020 – decole a sua imobiliária do segmento econômico. Valdomiro Garrah, um dos maiores especialistas do segmento, receberá um grupo de 10 executivos do mercado imobiliário em sua imobiliária e mostrará na prática como funciona uma operação focada no segmento econômico. Os interessados devem preencher este formulário de aplicação.

Estamos de Olho

Os empréstimos com imóvel como garantia aumentaram 21% em um ano, segundo a ARISP. Neste mesmo período, caíram em 42,8% as intimações de devedores e 24,3% a perda de imóveis.

Alter do Chão é um balneário paradisíaco no Pará. Ali, às margens do Rio Tapajós, 86% é floresta e cerrado amazônico, com mais de mil espécies de animais e árvores – e foi uma das regiões atingidas por incêndios na Amazônia em novembro. Na imprensa, o balneário ficou conhecido pelos brigadistas acusados de colocar fogo para depois receber “vantagens financeiras”. Com apenas 6 mil habitantes, o distrito tem que lidar com a devastação de áreas ambientais protegidas e com a pressão imobiliária. Discute-se a lei de uso e ocupação de solo, considerando autorizar a construção de prédios em uma região que ainda tem problemas básicos de infraestrutura, como baixa cobertura de saneamento básico, que leva ao despejo de esgoto nos rios.

O que o mercado imobiliário americano pode esperar para 2020? Segundo o Yahoo Finanças, pode esperar uma boa onda. As taxas de financiamento devem continuar baixas, enquanto os estoques diminuem e os preços se estabilizam. 2020 é também previsto como o ano de entrada dos millennials no mercado imobiliário, por ser o ano em que a geração supera as demais em quantidade e totaliza 36% do mercado. Uma característica do grupo que o texto destaca é a personalização: millennials gostam de experiências únicas, e isso inclui plantas flexíveis e atenção ao design, assim como elementos sustentáveis nos imóveis. Por fim, a repórter aponta que não é necessário temer uma crise no mercado. Mesmo que haja uma crise (nos EUA, especialmente, teme-se a guerra comercial com a China e as eleições presidenciais), esta não deve afetar o imobiliário local. Apesar de ser uma realidade diferente do nosso país, temos vários aspectos em comum. O mercado se reaquece e, com a Selic baixa, a perspectiva é que os financiamentos também fiquem com juros mais baixos. Por aqui, os millennials compõem 34% da população total e 50% da força de trabalho.

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