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Amazon e Realogy lançam parceria para compra de imóveis

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A Amazon avançou, oficial e diretamente, sobre o mercado imobiliário. Em julho, anunciou o projeto TurnKey em parceria com o portal imobiliário americano Realogy. Disponível somente nos EUA, a plataforma conecta clientes com corretores e, se o negócio for fechado, o usuário poderá usufruir de produtos para uma casa conectada ofertados pela Amazon – como a Alexa, assistente virtual da marca, além de serviços como transportadora e montadora.

O lançamento da plataforma fez barulho. Frente à tendência do iBuyer, Amazon e Realogy procuram uma saída para que a intermediação seja mais interessante. São mais de 3 mil corretores envolvidos, que receberam treinamentos de ambas as marcas.

A dinâmica funciona da seguinte maneira: a Amazon fornece leads e dados para a Realogy, fruto dos  2 bilhões de visitass que a Amazon.com recebe por mês. A empresa imobiliária, por sua vez, tira de sua comissão os valores para cobrir os produtos e serviços oferecidos como “brindes” pela Amazon.

A Realogy foi rápida em firmar uma parceria antes que a Amazon vire concorrente direta, como já aconteceu com novas plataformas, como Zillow e Redfin. “Dada a fragmentação do mercado de corretagem de imóveis online, grandes empresas de internet como Amazon, Facebook e Google têm a oportunidade de alavancar seu tráfego e potencialmente criar um produto concorrente para a Zillow e Redfin”, comenta o analista da Bloomberg Intelligence, Andrew Eisenson. (National Mortgage News).

Para fechar o assunto da gigante tecnológica, mais duas notícias: o lucro líquido da Amazon no segundo trimestre de 2019 foi de mais de 2 bilhões de dólares. Ainda que alto, o mercado esperava números maiores e suas ações caíram em Nova York.

Falando em NY, se no início do ano a Amazon não cedeu aos caprichos do governo local, outras big techs irão ocupar o novo Hub na costa leste. Facebook, Uber e Google confirmaram a instalação de suas novas sedes na cidade.

INVESTIMENTOS

O Banco Central do Brasil cortou a Selic para 6% ao ano e foi motivo de comemoração em vários setores. Para analistas do Morgan Stanley, 15 empresas relacionadas à economia doméstica devem ter suas ações valorizadas. Entre as listadas, a Cyrela.

Para o mercado imobiliário, a expectativa é positiva. No caso de interessados em comprar um novo imóvel, o crédito imobiliário deve apresentar taxas de juros mais baixa. Para quem quer fazer um empréstimo com garantia de imóvel, os juros são ainda mais baixos. O Banco do Brasil e a Caixa já anunciaram reduções nas taxas para pessoas físicas e jurídicas, o que deve gerar um efeito sobre os privados.

Os fundos imobiliários também devem ter um rendimento melhor neste cenário. Estes inclusive, antes mesmo da decisão do Copom, já tinham aumentado o retorno anual para 8% até junho.

Ah, e para quem ficou com alguma dúvida sobre como o Banco Central controla a Selic e qual seus efeitos na inflação, o Nexo produziu um vídeo bastante explicativo.

TRENDS

O Grupo ZAP lançou a segunda temporada do seu podcast, o ImobiCast. Nesta temporada, a participação de grandes nomes entrevistados, como Elie Horn (Cyrela), Alexandre Frankel (Vitacon) e Rodrigo Werneck (CUPOLA). Os episódios vão ao ar às quintas-feiras e estão disponíveis no SpotifyApple Podcast e Deezer.

Fintechs proporcionam uma nova saída para quem não quer recorrer aos bancos para os financiamentos tradicionais. A CrediHome é um exemplo de startup que começou oferecendo um cardápio de opções de financiamentos por meio de outros bancos, mas agora dispõe de um fundo próprio. O financiamento é feito de forma totalmente online, com a análise de crédito relacionada ao valor do imóvel e à renda do usuário.

A Positivo Informática lançou o projeto Casa Inteligente. São kits para segurança e automação de residências, como lâmpadas wi-fi e câmera de detecção do movimento.

Minipainéis solares para autogeração de energia nos condomínios: esta é a nova proposta da MRV, em parceria com a Weg. Além de sustentável, é uma ótima saída para economia no consumo de energia elétrica. Segundo a construtora, apesar da incidência de sol ser diferente ao redor do país, é viável para todo o Brasil.

Um cliente compra a casa, encontra problemas na vistoria e a imobiliária promete resolver. Depois do financiamento aprovado, descobre-se que o contratempo não foi resolvido. O problema, no caso, é no telhado do imóvel e a chuva invade a casa recém-comprada. Seria mais um caso de conflito entre cliente e imobiliária, não fosse a primeira uma digital influencer com mais de um milhão de seguidores no Instagram. Foi o que aconteceu com a imobiliária Coelho da Fonseca. Depois de uma série de stories relatando os problemas que a família de Shantal Verdelho passou no seu imóvel recém adquirido, uma chuva  de comentários e interações inundou (com o perdão do trocadilho!) o perfil da imobiliária.

Os stories não podem mais ser encontrados no perfil da influencer, mas o estrago já havia sido feito. A resposta da Coelho da Fonseca foi um post de retratação, com um texto longo e linguagem jurídica. Fica a lição: em tempos de influência, “judicializar” o atendimento ao cliente não é a solução. A própria Shantal, em um dos seus stories comenta: “imagina que legal se eu chegasse aqui e falasse: ‘(a imobiliária) resolveu, pagou uma reforma, refez minha calha toda e agora minha casa tá segura e maravilhosa para eu mudar com a minha família?!’. Mas, não”.

ALUGUEL

Proprietários de imóveis estão apostando em novos formatos para aumentar a renda com o aluguel por temporada. O jornal O Documento contou a história do casal Beatriz e Sérgio, de 53 e 54 anos, respectivamente, que alugam a casa pelo Airbnb. A matéria também mostra que as famílias estão investindo nos imóveis, colocando roupa de cama e banho, móveis e utensílios de cozinha, mas também pequenos mimos como chocolate ou uma carta com dicas de lugares para conhecer na região. 

Uma pesquisa feita pelo Airbnb no Brasil com 5.912 anfitriões mostra que é possível eles terem 23% de aumento na renda ao compartilhar ou alugar a moradia por um período. 

Hotéis e pousadas localizadas na Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, organizaram uma campanha através da Associação de Hotéis e Pousadas da Praia da Pipa (ASHTEP) para que o site de viagens Booking.com não tenha autorização para divulgar o aluguel de casas e apartamentos. “É preciso combater a ilegalidade. Estabelecimentos sem licenças, sem registro, sem CADASTUR, muitas vezes até sem CNPJ, alugam quartos através da Booking, é um descontrole e uma falta de ética”, disse Wanderson Borges, presidente da ASHTEP, para o jornal Portal no Ar.

VENDAS

O preço dos imóveis residenciais variou 0,36% em junho, segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R). 

Já o valor dos imóveis comerciais manteve-se estável em junho, de acordo com o FipeZap. O preço médio caiu 0,19% comparado a maio.

Em São Paulo, 1 a cada 5 imóveis tem a venda cancelada por documentação irregular, como restrição de crédito e processos na Justiça. 

Uma nova plataforma, com foco na compra e venda de imóveis, será lançada em breve. A mudei.me promete reunir informações completas dos imóveis, fotos e vídeos, além de oferecer a possibilidade de agendar visitas, fazer propostas e simular financiamento. Segundo o site, o mudei.me será uma plataforma sem intermediário e sem comissão.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Pela segunda vez consecutiva, aumentou em 2,6 pontos a confiança do empresário da construção no Brasil. Também cresceu em 1,4 ponto a carteira de contratos e 1,6 ponto a situação atual dos negócios. Os dados são da FGV. Você pode conferir outros dados na Folha Pe.

Segundo o Sinduscon-SP, em maio, a construção civil empregou 2.323.376 trabalhadores, um aumento de 0,40 % no nível de emprego no setor. Comparado aos primeiros cinco meses de 2018, neste ano o aumento na geração de empregos foi de 2,24%. Entre os setores que mais contrataram estão infraestrutura (1,42%) e preparação de terreno (0,92%).

Mesmo com o resultado, ainda há falta de demanda interna na construção civil. Pesquisa divulgada pela CNI mostra que, para 37,3% dos entrevistados, demanda interna foi um dos principais problemas enfrentados no segundo trimestre de 2019.

“Assim como em outros setores da economia, o crescimento do mercado imobiliário depende da confiança do construtor de que haverá compradores em um mercado desaquecido e da expectativa do consumidor de que não será demitido. Mesmo com esses sinais ainda adversos, a construção da casa própria vem apresentando números positivos, é claro, sem euforia”. Confira a análise feita pelo site A Tribuna

AGENDA

Nos dias 28 e 29 de agosto, acontece o Expo Fórum Digitalks 2019. Nesta edição, o evento contará com o palco Digital Real Estate Brazil, que irá tratar sobre realidade aumentada, criptofinanças, aplicativos e soluções digitais para imobiliárias, construtoras, corretores e incorporadoras. As inscrições estão abertas.

CIDADES

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, metade dos imóveis no Brasil têm algum tipo de irregularidade. De invasões a vendas ilegítimas, são mais de 30 milhões de domicílios urbanos sem escritura, no país.

Só em Minas Gerais, são 3 milhões de domicílios irregulares. As tragédias de Mariana e Brumadinho evidenciaram o problema e agora o estado faz um mutirão para regularização fundiária. Muitos dos moradores perderam seus documentos na lama.

MUNDO

Os moradores de Hong Kong estão revoltados e ocupam as ruas. As manifestações se iniciaram após um projeto de lei ser proposto prevendo a extradição de suspeitos para serem julgados na China continental. A discussão da lei foi suspensa, mas trouxe para a superfície discussões muito mais profundas sobre a qualidade de vida na cidade. As ações do mercado imobiliário da cidade já começaram a cair.

O salário mínimo em Hong Kong equivale a 4,82 dólares/hora. Segundo a instituição de caridade Oxfam, o valor mínimo para se viver na cidade com base no custo de residência seria de 7 dólares/hora. São mais de 250 mil pessoas aguardando por moradia pública.

Poucos são os filhos que saem de casa e várias são as famílias que continuam morando juntas, muitas vezes dividindo cômodos. Esta galeria do El País traz 11 honcongueses e seus quartos.

Housing first ou, em tradução livre, moradia em primeiro lugar. Esta foi a premissa que a Finlândia adotou para reduzir significativamente o número de sem-tetos do país. O governo finlandês apostou em ações preventivas para que as pessoas não chegassem ao ponto de ter que morar na rua. Por isso, desenvolveu projetos de aluguel de imóveis para os moradores de rua, que dificilmente são aceitos no mercado regular ou  mesmo conseguem arcar com os valores. Desde 2008, foram cerca de 7 mil imóveis construídos por programas governamentais.

Inserida na bolha imobiliária europeia, uma artista alemã criou anúncios fictícios de três imóveis em Berlim. À primeira vista, poderiam parecer reais, mas olhando mais de perto, é possível reparar em cavalos gigantes andando nas ruas ou o formato dos prédios estranhos e notar a liberdade criativa. De qualquer forma, pessoas chegaram a entrar em contato procurando mais informações sobre os imóveis fictícios.

Depois de 24 edições, nossa primeira errata: na editoria “Aluguel”, da última edição, apresentamos o case da Terraz Aluguel Digital, mas invertemos as siglas. A Terraz está migrando do modelo B2C, de uma imobiliária convencional, e passando a prover soluções de tecnologia a outras imobiliárias, portanto, para o B2B.

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